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Homens também sofrem com padrões estéticos, e a altura está entre as principais pressões
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Homens também sofrem com padrões estéticos, e a altura está entre as principais pressões

por Esteticare 3 de junho de 2026
escrito por Esteticare

Durante muito tempo, o debate sobre imagem corporal esteve concentrado nas mulheres. Questões relacionadas à magreza, envelhecimento e padrões de beleza foram amplamente estudadas por pesquisadores interessados em compreender como essas exigências influenciam a vida social e as desigualdades de gênero. Nos últimos anos, porém, uma nova frente de investigação tem ganhado espaço: a relação dos homens com o próprio corpo.

O tema ganhou visibilidade recentemente com a publicação de 163 centímetros, obra autobiográfica do músico e escritor Abraham Boba. No livro, o autor reflete sobre sua experiência como homem de baixa estatura e sobre os impactos que essa característica pode ter nas relações sociais. A narrativa chama atenção para uma questão muitas vezes tratada como secundária, mas que está longe de ser irrelevante.

A altura, assim como outros atributos físicos, carrega significados culturais e sociais. Embora possa parecer apenas uma característica biológica, ela influencia percepções sobre atratividade, confiança e posição social, especialmente entre os homens.

A insatisfação corporal também atinge os homens

Pesquisas realizadas em diferentes países europeus mostram que a insatisfação com a aparência não é uma realidade exclusivamente feminina. Entre os homens, ela também está associada à forma como o corpo é percebido, às comparações sociais e ao bem-estar psicológico.

Os estudos indicam ainda que essa insatisfação pode influenciar comportamentos relacionados à alimentação, ao exercício físico e à busca por determinados padrões corporais. Em muitos casos, a preocupação não está apenas ligada ao peso, mas também à musculatura, ao porte físico e à aparência geral.

Especialistas observam que o tema deixou de ser um fenômeno periférico e passou a integrar discussões mais amplas sobre saúde mental. A forma como os homens enxergam o próprio corpo tem sido considerada um fator relevante para compreender questões emocionais e comportamentais presentes na sociedade contemporânea.

O peso social da altura masculina

Entre os diversos aspectos que compõem a imagem corporal masculina, a altura ocupa uma posição singular. Estudos acadêmicos vêm documentando há anos a chamada “norma do homem mais alto”, expressão utilizada para descrever a expectativa cultural de que o homem seja mais alto do que sua parceira.

Pesquisas recentes mostram que essa preferência continua presente. Os levantamentos apontam que a altura costuma ser considerada um atributo mais importante pelas mulheres do que pelos homens quando se trata da escolha de parceiros afetivos.

Essa valorização está relacionada a associações culturais construídas ao longo do tempo. Em muitas sociedades, homens altos são frequentemente vinculados a características como liderança, proteção e autoridade. Ainda que essas conexões não tenham fundamento biológico direto, elas influenciam a maneira como as pessoas são percebidas.

Por esse motivo, diferenças de poucos centímetros podem produzir efeitos concretos na autoestima e nas experiências sociais de alguns indivíduos. A altura passa a funcionar como um elemento capaz de interferir tanto na vida afetiva quanto na construção da própria identidade.

O corpo como recurso social

Para compreender a relevância atribuída à aparência física, parte da sociologia recorre ao conceito de capital erótico. Desenvolvida pela socióloga britânica Catherine Hakim, a ideia busca explicar como atributos ligados à aparência podem gerar vantagens em determinados contextos sociais.

Características como beleza, estilo, carisma e forma física podem influenciar oportunidades e relações interpessoais. Em determinadas situações, esses atributos funcionam como recursos capazes de favorecer reconhecimento e prestígio.

A discussão dialoga com conceitos desenvolvidos pelo sociólogo Pierre Bourdieu, especialmente o de capital cultural, que se refere aos conhecimentos, habilidades e competências valorizados socialmente. Nesse contexto, o corpo deixa de ser apenas uma dimensão individual e passa a ocupar um papel relevante na dinâmica das relações sociais.

Masculinidade, silêncio e gestão do corpo

Apesar da crescente pressão estética sobre os homens, a maneira como eles costumam lidar com o tema difere daquela observada entre as mulheres.

Nas últimas décadas, movimentos como o body positive ajudaram a ampliar o debate sobre aceitação corporal e questionamento dos padrões de beleza. Estudos recentes apontam que o contato com esse tipo de conteúdo está associado ao aumento da satisfação corporal e à melhora do bem-estar emocional.

Entre os homens, entretanto, o desconforto com a aparência frequentemente aparece de forma menos explícita. Pesquisas qualitativas indicam que eles tendem a abordar a relação com o corpo por meio de ações concretas, como prática de exercícios, dietas ou transformações físicas.

Nessa perspectiva, o corpo é visto como algo a ser administrado, aprimorado ou otimizado. A vulnerabilidade estética costuma aparecer de forma indireta, muitas vezes influenciada por modelos tradicionais de masculinidade que valorizam o autocontrole e restringem a expressão pública de inseguranças emocionais.

Uma nova discussão sobre o corpo masculino

Obras autobiográficas como a de Abraham Boba refletem uma transformação cultural em andamento. Ao trazer experiências pessoais para o debate público, elas ajudam a tornar visíveis questões que permaneceram pouco discutidas durante décadas.

O avanço das pesquisas sobre imagem corporal masculina acompanha esse movimento. Cada vez mais, estudiosos buscam compreender como corpo, gênero e bem-estar estão conectados, ampliando o conhecimento sobre os impactos sociais e psicológicos dos padrões estéticos.

A discussão revela que preocupações com a aparência não se limitam a um único grupo. Elas fazem parte de um cenário mais amplo, no qual diferentes características físicas, incluindo a altura, podem influenciar a forma como as pessoas se relacionam consigo mesmas e com a sociedade.

Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/jovem-com-fita-metrica-na-superficie-branca_21181729.htm

3 de junho de 2026 0 comentário
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Beleza natural e autocuidado movimentam mercado estético entre noivas em 2026
Estética

Beleza natural e autocuidado movimentam mercado estético entre noivas em 2026

por Esteticare 26 de maio de 2026
escrito por Esteticare

O vestido segue como um dos grandes protagonistas do casamento, mas o caminho até o altar mudou nos últimos anos. Em 2026, o período pré-casamento passou a incluir uma rotina intensa de autocuidado, impulsionando o mercado de estética facial, bem-estar e tratamentos personalizados. A mudança acompanha um novo perfil de noivas, mais interessado em preservar identidade e valorizar uma aparência saudável do que promover transformações radicais.

Em meio à popularização de filtros digitais, redes sociais e referências estéticas padronizadas, cresce a procura por procedimentos minimamente invasivos, protocolos regenerativos e tratamentos voltados à qualidade da pele. O foco deixou de ser alterar traços e passou a priorizar luminosidade, firmeza, viço e naturalidade.

O movimento também acompanha o aquecimento do setor de casamentos no Brasil. Segundo dados do mercado de eventos, o segmento deve movimentar cerca de R$ 32 bilhões em 2026. O ticket médio das cerimônias varia entre R$ 66 mil e R$ 69 mil, enquanto aumenta a procura por celebrações menores, experiências personalizadas e serviços ligados ao chamado luxo acessível.

Dentro desse cenário, os cuidados faciais ganharam espaço definitivo no planejamento das noivas. Tratamentos que antes eram vistos como complementares passaram a integrar o cronograma principal da preparação para o casamento.

A médica Dra. Erika Kugler afirma que houve uma mudança importante no comportamento das pacientes nos últimos anos.

“Hoje, as noivas buscam principalmente tratamentos que promovam pele saudável, viço, definição suave e naturalidade. A ideia deixou de ser mudar o rosto, mas sim chegar ao altar com aparência descansada, saudável e autêntica”, explica.

Procedimentos regenerativos ganham espaço

Entre os tratamentos mais procurados atualmente estão aplicações de toxina botulínica, bioestimuladores de colágeno, skinboosters, protocolos regenerativos e procedimentos voltados à melhora da textura e qualidade da pele. O Endolaser, utilizado para redução da papada e flacidez do pescoço sem cirurgia, também aparece entre as principais demandas nos consultórios.

Segundo Dra. Erika, a tendência da estética para os próximos anos está diretamente ligada à personalização dos tratamentos e ao respeito às características individuais de cada paciente.

“A principal tendência é a estética regenerativa e personalizada. Em vez de buscar mudanças marcantes, as pacientes querem melhorar firmeza, textura, luminosidade e prevenção do envelhecimento”, afirma.

A especialista avalia ainda que a lógica do “menos é mais” passou por transformações dentro da estética facial moderna. Para ela, o mais importante é construir resultados equilibrados e compatíveis com a anatomia de cada rosto.

“Hoje eu gosto de falar em inteligência estética. Não significa necessariamente fazer menos procedimentos, mas fazer escolhas mais estratégicas, respeitando anatomia, expressão facial e individualidade”, ressalta.

O planejamento facial também passou a exigir mais antecedência. Em muitos casos, os tratamentos começam entre seis meses e um ano antes da cerimônia, principalmente quando envolvem estímulo de colágeno, protocolos regenerativos ou melhora estrutural da pele.

“Existe um cronograma ideal, mas ele precisa ser individualizado. Normalmente dividimos entre melhora estrutural, qualidade da pele e refinamento final, permitindo resultados mais harmônicos e previsíveis”, explica Dra. Erika.

Rotina saudável influencia resultado final

Na fase mais próxima do casamento, os especialistas costumam recomendar procedimentos com baixo risco e recuperação rápida. Hidratação profunda, skinboosters e protocolos de luminosidade aparecem entre os tratamentos mais indicados para as semanas finais antes da cerimônia.

“Hidratação profunda, skinboosters, protocolos de luminosidade e ajustes sutis costumam ser os mais indicados próximos à cerimônia. O objetivo é realçar a pele, não correr riscos perto do casamento”, pontua.

Além dos procedimentos estéticos, hábitos cotidianos passaram a ser considerados parte importante da preparação. Sono adequado, alimentação equilibrada, hidratação, uso de protetor solar e uma rotina correta de skincare influenciam diretamente o acabamento da maquiagem e o resultado das fotografias.

“Fotoproteção, hidratação, skincare adequado, sono, alimentação equilibrada e controle de inflamações cutâneas fazem muita diferença no acabamento final da pele, inclusive nas fotos em alta definição”, destaca a especialista.

O crescimento da estética pré-casamento também ocorre em paralelo ao aumento da pressão visual nas redes sociais. Segundo Dra. Erika, o excesso de filtros e referências irreais ampliou comparações e expectativas difíceis de alcançar.

“As redes ampliaram o acesso à informação, mas também aumentaram comparações, referências irreais e expectativas estéticas padronizadas”, observa.

Para ela, a estética contemporânea precisa atuar de forma equilibrada, valorizando individualidade e saúde emocional, sem reforçar padrões artificiais.

“Vivemos uma era de registros permanentes e alta exposição visual. Por isso, hoje é ainda mais importante trabalhar expectativa, individualidade e naturalidade”, afirma.

Homens também ampliam procura por estética facial

O avanço do autocuidado não acontece apenas entre as mulheres. Consultórios especializados também registram aumento da procura masculina por tratamentos minimamente invasivos, especialmente entre noivos interessados em melhorar a qualidade da pele e manter aparência descansada.

Segundo Dra. Erika, os homens buscam resultados discretos e naturais, compatíveis com a rotina e sem mudanças exageradas.

“Hoje existe uma percepção muito maior de que estética não significa exagero. Muitos pacientes procuram prevenção, manutenção da qualidade da pele e envelhecimento saudável”, explica.

A expectativa do setor é que os próximos anos consolidem uma estética cada vez mais ligada à regeneração, prevenção e personalização. A tendência aponta para procedimentos menos artificiais e mais conectados à autenticidade.

“O futuro da estética não está em padronizar rostos, mas em respeitar características individuais e promover beleza com propósito”, finaliza Dra. Erika.

Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/vestido-de-noiva-segurando-e-cheirando-buque-de-casamento_29454040.htm

26 de maio de 2026 0 comentário
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Lenços e maquiagem ajudam mulheres em tratamento contra câncer a recuperar autoestima em Porto Velho
Estética

Lenços e maquiagem ajudam mulheres em tratamento contra câncer a recuperar autoestima em Porto Velho

por Esteticare 12 de maio de 2026
escrito por Esteticare

Mulheres em tratamento contra o câncer receberam mais de 300 lenços e batons durante uma ação solidária realizada na Pousada Esperança, em Porto Velho (RO). A iniciativa foi promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), dentro das atividades da campanha Outubro Rosa.

A entrega ocorreu no espaço que abriga pacientes vindas de diferentes municípios de Rondônia para realizar tratamento no Hospital do Amor. Atualmente, cerca de 80 mulheres estão hospedadas na unidade. Algumas permanecem no local por poucos meses, enquanto outras convivem com a rotina de consultas, exames e sessões de quimioterapia há mais de cinco anos.

A proposta da ação foi oferecer acolhimento emocional às pacientes que enfrentam a perda dos cabelos durante o tratamento e, muitas vezes, não conseguem comprar acessórios ou produtos de cuidados pessoais. Os lenços e cosméticos distribuídos foram arrecadados com apoio de mulheres voluntárias que participaram da caminhada do Outubro Rosa organizada pela prefeitura.

Acolhimento durante o tratamento

Entre as mulheres atendidas pela iniciativa está Claudia de Souza, moradora de Jaru e profissional da área da beleza. Em tratamento contra o câncer há quase um ano, ela afirma que o lenço representa mais do que um acessório.

“O lenço renova a autoestima para quem não consegue se aceitar. Quando você coloca, se sente mais confiante”, relatou.

Para muitas pacientes, a perda do cabelo causada pela quimioterapia afeta diretamente a autoestima e a forma como encaram o processo de recuperação. O uso dos lenços ajuda a amenizar esse impacto e oferece mais conforto emocional no dia a dia.

A paciente Cristiane Soares, que enfrenta o tratamento oncológico há três anos, também destacou a importância da doação. Segundo ela, a dificuldade financeira impediu a compra do acessório logo após o início da quimioterapia.

“Quando meu cabelo caiu na primeira quimioterapia, eu não comprei lenço porque realmente não tinha condições. Receber a doação é muito bom”, disse.

Além dos lenços, os batons distribuídos fizeram parte da proposta de reforçar o cuidado com a autoestima das pacientes. A ação reuniu familiares, voluntários e mulheres hospedadas na pousada.

Campanha busca fortalecer autoestima das pacientes

De acordo com a coordenadora municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Anne Cleyanne, a iniciativa surgiu da necessidade de oferecer um olhar mais humanizado às mulheres que passam pelo tratamento contra o câncer.

“A maioria dessas mulheres perde os cabelos e também não tem dinheiro para comprar cosméticos. Quando elas podem pôr um lenço, passar um batom, isso as motiva. Mostra que elas ainda estão ali”, afirmou.

A coordenadoria organizou a arrecadação durante as atividades do Outubro Rosa, campanha nacional de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. A mobilização contou com a participação de dezenas de mulheres de Porto Velho que contribuíram com lenços, maquiagens e outros itens voltados ao cuidado pessoal.

Parte das peças arrecadadas será destinada à formação de um banco de lenços, que ficará disponível para futuras pacientes atendidas na capital. O projeto é coordenado por Solange Hiroshe, responsável por organizar a distribuição dos acessórios às mulheres em tratamento.

Pousada Esperança atende mulheres de várias cidades

A Pousada Esperança funciona como ponto de apoio para pacientes que precisam se deslocar até Porto Velho para realizar tratamento no Hospital do Amor. Muitas mulheres vêm de cidades do interior de Rondônia e permanecem semanas ou meses longe de casa enquanto realizam consultas e sessões médicas.

No local, as pacientes recebem hospedagem e apoio durante o período de tratamento. A rotina inclui deslocamentos frequentes para exames e atendimentos especializados.

Segundo a organização da ação, os lenços entregues possuem um significado que vai além da estética. Os acessórios representam acolhimento, dignidade e apoio emocional em um período marcado por mudanças físicas e emocionais provocadas pela doença e pelos efeitos da quimioterapia.

A entrega das doações também serviu como momento de integração entre pacientes, familiares e voluntários. Para as mulheres atendidas, iniciativas desse tipo ajudam a enfrentar o tratamento com mais confiança e fortalecem o sentimento de cuidado coletivo durante a luta contra o câncer.

Fonte: SGC TV
Foto: https://www.magnific.com/br/imagem-ia-gratis/mulher-com-cancro-da-mama-a-receber-apoio_269106275.htm

12 de maio de 2026 0 comentário
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Alessandra Negrini aposta em terapia regenerativa para cuidar da pele sem alterar feições
Estética

Alessandra Negrini aposta em terapia regenerativa para cuidar da pele sem alterar feições

por Esteticare 16 de abril de 2026
escrito por Esteticare

A atriz Alessandra Negrini chamou atenção nas redes sociais ao compartilhar, de forma direta, um procedimento estético baseado em medicina regenerativa. O conteúdo, que rapidamente ganhou repercussão, mostra etapas do processo que utiliza material biológico da própria paciente para melhorar a qualidade da pele. A proposta foge da lógica de intervenções que alteram traços e se aproxima de uma abordagem que prioriza estímulos naturais.

No vídeo publicado, a artista registra desde a coleta de sangue até a preparação do material que será aplicado sob a pele. Ao narrar o momento, ela afirma: “Chegou a hora de eu ativar as minhas células-tronco”. A fala sintetiza a ideia central do método, que busca ativar mecanismos internos de regeneração em vez de recorrer a substâncias externas para preenchimento ou volume.

A repercussão do caso reacendeu o interesse por alternativas menos invasivas no campo da estética. Há alguns anos, esse tipo de técnica era restrito a nichos médicos mais específicos. Hoje, começa a ganhar espaço em clínicas especializadas e no debate público, impulsionado pela busca por resultados mais discretos e progressivos.

Estímulo biológico em vez de transformação

Conhecida por manter uma aparência estável ao longo do tempo, Alessandra Negrini destacou que o objetivo do tratamento não é modificar suas características. “Não muda, não pesa, mas melhora a qualidade da pele, dá firmeza e suporte”, explicou. A declaração ajuda a diferenciar esse tipo de intervenção de procedimentos mais tradicionais, como preenchimentos com ácido hialurônico ou aplicações de toxina botulínica.

Na prática, o que se busca é estimular a produção de colágeno e a renovação celular por meio de componentes já presentes no organismo. O processo começa com a retirada de sangue, que passa por centrifugação para separar frações específicas, como o plasma rico em plaquetas. Esse material concentra fatores de crescimento que, ao serem aplicados na pele, podem contribuir para a regeneração dos tecidos.

Segundo especialistas, o interesse por técnicas autólogas, aquelas em que o próprio paciente fornece o material utilizado, cresceu nos últimos anos por uma combinação de fatores. Entre eles estão a redução de riscos de rejeição, o perfil mais conservador dos resultados e a evolução dos equipamentos médicos que tornam o procedimento mais preciso.

A médica Fernanda Nichelle, especialista em estética, destaca que esse movimento reflete uma mudança de mentalidade. “O uso de células-tronco na estética médica tem sido cada vez mais utilizado pela possibilidade de estimular o rejuvenescimento. A partir da retirada de sangue, conseguimos extrair uma fração que pode ser aplicada com dispositivos específicos, contribuindo para a melhora da pele”, afirma.

Outras fontes e expansão da técnica

Além do sangue, há outras possibilidades dentro da medicina regenerativa. A própria especialista aponta que tecidos do corpo podem fornecer material com potencial semelhante. “Também é possível utilizar uma fração extraída da gordura do próprio paciente. São terapias já presentes na prática médica, muito estudadas e com resultados promissores”, completa.

Esse tipo de abordagem amplia o campo de atuação dos tratamentos estéticos e aproxima a dermatologia de áreas como a biotecnologia e a engenharia de tecidos. Ainda assim, médicos ressaltam a importância de avaliação individualizada. Nem todos os pacientes são candidatos ideais, e os resultados variam conforme fatores como idade, estilo de vida e condição da pele.

Outro ponto relevante é que, embora promissoras, essas técnicas não substituem cuidados básicos. Proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento dermatológico continuam sendo pilares para a manutenção da saúde cutânea. A terapia regenerativa surge como complemento, não como solução isolada.

No caso de Alessandra Negrini, a escolha reforça uma tendência observada entre figuras públicas e pacientes em geral. Há uma preferência crescente por intervenções que respeitam a identidade facial e evitam mudanças abruptas. Em vez de transformar, a proposta é recuperar o que o tempo desgasta, com resultados que aparecem de forma gradual.

A exposição do procedimento nas redes sociais contribui para ampliar o acesso à informação, embora também exija cautela. Especialistas alertam que a popularização não elimina a necessidade de acompanhamento médico qualificado. A execução inadequada pode comprometer resultados e trazer riscos desnecessários.

Ainda assim, o episódio ajuda a ilustrar um momento de transição na estética médica. A tecnologia avança, mas a demanda do público aponta para naturalidade. Nesse cenário, terapias baseadas no próprio organismo ganham espaço e indicam um caminho em que ciência e sutileza caminham lado a lado.

Fonte: Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-sorridente-no-banheiro_8047392.htm

16 de abril de 2026 0 comentário
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Programação paralela reforça caráter científico do Estética in São Paulo 2026
Estética

Programação paralela reforça caráter científico do Estética in São Paulo 2026

por Esteticare 8 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Entre os dias 11 e 13 de abril de 2026, o Distrito Anhembi, em São Paulo, recebe o Estética in São Paulo, evento que combina feira de negócios, congressos científicos e encontros voltados à qualificação profissional. A edição deste ano amplia a programação paralela e aposta em uma abordagem mais integrada, acompanhando a evolução do setor de estética no Brasil.

A agenda inclui uma série de congressos e fóruns que aprofundam discussões técnicas e refletem mudanças recentes na prática clínica. Procedimentos com ácido hialurônico e toxina botulínica, por exemplo, aparecem com destaque, associados a resultados mais discretos e ao estímulo da produção de colágeno. A tendência acompanha uma demanda crescente por intervenções menos invasivas e com efeitos progressivos.

Entre os principais eventos da programação estão o Congresso Internacional Científico Multidisciplinar em Estética e o Congresso Internacional de Estetas e Harmonizadores. Também fazem parte da agenda o RegenERA, voltado à estética regenerativa aplicada, o Remove Ink Summit, o Summit Terapias Integrativas Brasil e o Trichology Day, dedicado à saúde capilar. A edição inclui ainda seminários inéditos sobre estética íntima e cuidados no pós-operatório.

A proposta é reunir diferentes áreas do conhecimento em torno de uma visão mais ampla da estética, conectando saúde, bem-estar, longevidade e gestão profissional. Os conteúdos foram organizados para atender desde profissionais em início de carreira até especialistas que buscam atualização técnica e estratégica.

De acordo com Fátima Facuri, diretora do Grupo Estética In e organizadora do evento, a estrutura da programação responde a uma nova fase do setor. “O Estética in São Paulo foi estruturado para oferecer conteúdo técnico de alto nível, estimular a geração de negócios e criar um ambiente estratégico de crescimento para profissionais, empresas e para toda a cadeia produtiva”, afirma.

A presença de palestrantes internacionais amplia o alcance do evento. Especialistas vindos de países como Bélgica, Coreia do Sul, França, Itália e Namíbia participam das atividades, contribuindo para o intercâmbio de experiências e atualização sobre tendências globais. A troca entre diferentes escolas e práticas fortalece o repertório técnico dos participantes.

Feira de negócios concentra lançamentos e soluções do mercado

Além dos congressos, o Estética in São Paulo conta com uma feira de negócios voltada aos segmentos de beleza, saúde e bem-estar. O espaço reúne expositores de diversas regiões do país, que apresentam equipamentos, tecnologias, cosméticos e serviços direcionados ao mercado profissional.

A feira funciona como um ambiente de conexão entre profissionais, empresas, distribuidores e investidores. A circulação de diferentes perfis favorece a geração de parcerias e a identificação de oportunidades comerciais, em um setor que segue em expansão.

Os participantes inscritos nos congressos têm acesso liberado à feira durante os três dias de evento. Também recebem certificado digital com carga horária e materiais exclusivos, voltados à aplicação prática dos conteúdos apresentados.

A integração entre conteúdo científico e ambiente de negócios é um dos pontos centrais do evento. A proposta é oferecer uma experiência completa, que combine atualização técnica com visão estratégica de mercado.

Segundo Eduardo Gouvêa, diretor do Grupo Estética In, essa abordagem reflete as exigências atuais da profissão. “O Estética in São Paulo prepara o profissional não apenas para executar procedimentos, mas para conduzir sua carreira e seu negócio de forma sustentável e segura”, afirma.

A edição de 2026 ocorre em um momento de consolidação de novas práticas na estética. Técnicas que priorizam resultados naturais e estimulam processos biológicos do organismo vêm ganhando espaço, influenciando tanto a atuação clínica quanto o desenvolvimento de produtos e tecnologias.

Nesse cenário, o evento se posiciona como um ponto de encontro para troca de conhecimento e atualização contínua. A ampliação da programação paralela reforça essa proposta e contribui para fortalecer o Estética in São Paulo como referência nacional no setor.

Serviço

Data: 11 a 13 de abril de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo (SP)
Mais informações: www.esteticainsaopaulo.com.br

Fonte: Portal Radar
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/abstracto-pessoas-desfocadas-no-salao-de-exposicoes-de-exposicoes-eventos-comerciais-feiras-de-negocios-convencoes-feiras-ou-empregos_382611453.htm

8 de abril de 2026 0 comentário
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Injetáveis ganham nova abordagem e reforçam busca por naturalidade na estética
Estética

Injetáveis ganham nova abordagem e reforçam busca por naturalidade na estética

por Esteticare 7 de abril de 2026
escrito por Esteticare

Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais reacendeu um debate antigo com roupagem nova. Nele, mulheres aparecem retirando, com as próprias mãos, bocas volumosas, bochechas infladas e narizes excessivamente projetados, como se estivessem desfazendo intervenções estéticas. O conteúdo, produzido com uso de inteligência artificial, ultrapassou 30 milhões de visualizações e provocou uma enxurrada de comentários críticos ao uso de preenchimentos.

Frases como “o ácido hialurônico nunca vai modelar melhor que a natureza” e “as mulheres não precisam de procedimentos” dominaram a discussão. A reação, em parte, reflete um incômodo coletivo com exageros que marcaram a popularização das chamadas harmonizações faciais nos últimos anos. Ainda assim, o debate tende a simplificar um cenário mais complexo.

Hoje, boa parte dos rostos considerados esteticamente equilibrados, inclusive entre celebridades e figuras públicas, recorre a algum tipo de injetável. A diferença está menos no produto em si e mais na forma de aplicação, na quantidade utilizada e na proposta de resultado.

Estigma ainda acompanha procedimentos

A memória recente de intervenções que alteravam drasticamente as feições contribuiu para a formação de um estigma. Termos como “rosto artificial” ou “padronização da beleza” passaram a circular com frequência, criando resistência em parte do público.

Uma pesquisa internacional encomendada pela Galderma ajuda a dimensionar essa percepção. O levantamento ouviu quase 10 mil pessoas em sete países, incluindo o Brasil. Entre os entrevistados, 40% disseram que desencorajariam outras pessoas a realizar procedimentos injetáveis, enquanto 35% afirmaram acreditar que essas intervenções criam padrões irreais de beleza.

O dado mais curioso, no entanto, aponta para uma contradição. Quando os participantes foram expostos a imagens de mulheres que haviam passado por tratamentos com ácido hialurônico, quatro em cada cinco não conseguiram identificar se havia intervenção estética. Na prática, isso indica que resultados discretos passam despercebidos, mesmo entre quem demonstra resistência ao tema.

A médica Lilia Guadanhim, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, resume essa mudança de percepção ao destacar o papel da técnica. “A naturalidade do resultado diz muito mais sobre quem está aplicando o produto do que sobre a ferramenta”, afirma.

Ela compara o procedimento a uma pintura. “O tratamento com injetáveis é como se fosse uma pintura. Mas o resultado alcançado por uma criança de dois anos com um pincel nas mãos é totalmente diferente daquele obtido por um artista plástico com o mesmo pincel”, diz.

Técnica e indicação redefinem resultados

O avanço da estética médica nos últimos anos está diretamente ligado ao refinamento das técnicas e à melhor compreensão da anatomia facial. Em vez de buscar transformações visíveis, profissionais passaram a priorizar intervenções que respeitam proporções individuais e preservam características naturais.

No caso do ácido hialurônico, por exemplo, o uso deixou de ser exclusivamente volumizador. Hoje, ele também é aplicado em camadas mais profundas ou em pontos estratégicos para sustentar estruturas da face, melhorar contornos e até estimular a produção de colágeno ao longo do tempo.

A toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, segue lógica semelhante. Em vez de paralisar completamente a musculatura, a tendência atual é modular a contração dos músculos, suavizando rugas sem comprometer a expressão facial.

Esse movimento acompanha uma mudança de comportamento dos próprios pacientes, que passaram a buscar resultados menos evidentes. Em consultórios, cresce a demanda por correções sutis, muitas vezes imperceptíveis para terceiros.

Excesso e modismo explicam críticas

O histórico recente ajuda a entender a rejeição ainda presente em parte da sociedade. Durante o auge das harmonizações faciais, procedimentos eram frequentemente realizados sem critério técnico adequado ou com base em tendências momentâneas, o que resultou em rostos desproporcionais e padronizados.

Nesse contexto, o problema não estava nos produtos, mas no uso indiscriminado e na falta de qualificação de alguns profissionais. A popularização rápida das técnicas, aliada à pressão estética nas redes sociais, contribuiu para a disseminação de resultados exagerados.

Hoje, entidades médicas e especialistas defendem uma abordagem mais cautelosa, com indicação individualizada e foco na segurança. A formação profissional e o conhecimento aprofundado da anatomia passaram a ser pontos centrais na prática clínica.

Naturalidade como novo parâmetro

O debate provocado pelo vídeo viral revela mais do que uma crítica aos injetáveis. Ele expõe uma mudança gradual na forma como a estética é percebida. Se antes a transformação visível era valorizada, agora a naturalidade se tornou o principal parâmetro de sucesso.

Nesse cenário, procedimentos bem executados tendem a permanecer invisíveis. O objetivo deixa de ser alterar o rosto e passa a ser preservar suas características, corrigindo sinais do tempo ou pequenas assimetrias de maneira discreta.

A discussão segue aberta, mas um ponto parece consolidado. O problema não está necessariamente nos injetáveis, e sim no uso que se faz deles. Quando aplicados com critério, técnica e moderação, esses recursos deixam de ser protagonistas e passam a atuar nos bastidores da aparência.

Fonte: Veja Saúde
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/paciente-do-sexo-feminino-recebendo-uma-injecao-de-botox-na-testa_8896689.htm

7 de abril de 2026 0 comentário
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Estética em alta reacende debate sobre cuidados básicos com a pele, alerta dermatologista
Estética

Estética em alta reacende debate sobre cuidados básicos com a pele, alerta dermatologista

por Esteticare 19 de março de 2026
escrito por Esteticare

O avanço da estética, impulsionado por redes sociais e maior oferta de procedimentos, vem mudando a relação das pessoas com a própria imagem. Ao mesmo tempo, especialistas observam um ponto de atenção: a saúde da pele nem sempre acompanha o mesmo ritmo de interesse. O tema foi discutido no podcast Baixada em Pauta, que recebeu a dermatologista Rita Paioli para tratar de prevenção, câncer de pele e hábitos cotidianos que vão além da aparência.

Durante a conversa com os jornalistas Matheus Müller e Luiz Linna, a médica abordou desde o uso correto do protetor solar até os impactos do consumo excessivo de cosméticos e da busca por procedimentos estéticos sem orientação profissional. A análise leva em conta uma realidade comum em regiões litorâneas, como a Baixada Santista, onde a exposição solar é constante ao longo do ano.

Estética cresce, mas saúde ainda está presente

Segundo Rita, o aumento da procura por procedimentos estéticos não significa abandono dos cuidados médicos tradicionais. Na prática, as duas demandas passaram a coexistir nos consultórios.

“Na verdade, não é que as pessoas deixem a doença de lado. Se alguém está com uma micose de unha, por exemplo, vai procurar tratamento… isso não é ignorado. Da mesma forma, se a pessoa tem uma pinta suspeita, ela procura o dermatologista para avaliar se pode ser um câncer”, afirmou.

A dermatologista avalia que houve uma mudança de comportamento, com maior valorização da aparência, sem necessariamente excluir a preocupação com a saúde.

“Eu acredito que as pessoas, sim, se preocupam com a saúde da pele, e que essa preocupação passou a caminhar junto com a estética. O Brasil, inclusive, é o segundo maior mercado de beleza do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos”, completou.

Tipos de câncer de pele exigem diagnóstico precoce

Entre os principais riscos associados à exposição solar sem proteção está o câncer de pele. Rita explicou que o tipo mais comum é o carcinoma basocelular, geralmente relacionado à exposição acumulada ao sol ao longo dos anos.

Apesar de não apresentar metástase, esse tipo pode causar danos locais importantes quando não tratado. Já o carcinoma espinocelular, segundo a médica, é mais agressivo, com crescimento mais rápido e possibilidade de disseminação em casos mais avançados.

O melanoma, embora menos frequente, é considerado o mais grave. A doença tem alto potencial de atingir outros órgãos e pode levar à morte quando o diagnóstico ocorre tardiamente.

Rita orientou atenção a sinais persistentes na pele: “Se [a lesão] não cicatrizou depois de um mês, é preciso procurar um dermatologista. Qualquer tipo de lesão ulcerada que não cicatriza deve ser avaliada”.

Ela também esclareceu dúvidas comuns entre pacientes: “Às vezes, o paciente fala: ‘Ai, doutora, tinha uma feridinha aqui, mas cicatrizou. Será que não é câncer?’. Não é. Se cicatrizou, não é câncer. O câncer não cicatriza e depois volta — ele simplesmente não cicatriza”, diz.

Protetor solar deve ser parte da rotina

O uso diário de protetor solar segue como uma das principais medidas de prevenção. A recomendação, de acordo com Rita, é utilizar produtos com fator de proteção acima de 30, inclusive em dias nublados.

A médica chama atenção para um erro comum: a aplicação em quantidade insuficiente, que reduz a eficácia do produto.

“O fator de proteção solar deve ser acima de 30. Fator 15, por exemplo, não é indicado. Eu mesma já não prescrevo FPS 30. Isso porque, quando a pessoa aplica um filtro com fator 30 em quantidade menor do que a recomendada, o que é muito comum, esse fator acaba caindo”, explicou.

Por esse motivo, ela costuma indicar opções com FPS mais alto. “Eu prefiro indicar filtros com FPS 50 ou 60. Assim, mesmo que a pessoa aplique uma quantidade menor, a proteção efetiva ainda fica próxima de 30. Além disso, fatores mais altos tendem a durar um pouco mais, perdendo a proteção de forma gradual, como se fosse uma bateria”, afirmou.

A reaplicação também é considerada essencial, sobretudo em situações de exposição prolongada. “No dia a dia, a minha recomendação é reaplicar o protetor a cada quatro horas, o que geralmente significa cerca de três aplicações por dia, especialmente para quem fica mais exposto”, concluiu.

Uso precoce de cosméticos preocupa

Outro ponto levantado pela dermatologista é o uso cada vez mais cedo de produtos de skincare por crianças e adolescentes. Para ela, rotinas complexas nessa faixa etária são desnecessárias e podem causar efeitos adversos.

Na maioria dos casos, sabonete adequado e protetor solar são suficientes. O uso de outros produtos deve ocorrer apenas com indicação médica, para evitar alergias, irritações e desequilíbrios na pele ainda em desenvolvimento.

Procedimentos exigem critério e qualificação

O crescimento da estética também trouxe aumento na oferta de procedimentos, nem sempre realizados por profissionais habilitados. Rita alertou para os riscos desse cenário, que incluem complicações e até deformações permanentes.

Ela reforçou que intervenções como aplicação de toxina botulínica e ácido hialurônico devem ser feitas com critério, levando em conta idade, necessidade e características individuais de cada paciente.

A orientação, segundo a especialista, é buscar sempre profissionais médicos qualificados e evitar decisões baseadas apenas em tendências ou influências das redes sociais.

Fonte: G1
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-em-casa-fazendo-sua-rotina-de-beleza_43470402.htm

19 de março de 2026 0 comentário
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Homens ampliam presença em clínicas estéticas e redesenham o mercado da beleza no Rio
Estética

Homens ampliam presença em clínicas estéticas e redesenham o mercado da beleza no Rio

por Esteticare 26 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A presença masculina em clínicas de estética deixou de ser exceção e passou a compor o cotidiano do setor no Rio de Janeiro. O movimento não surgiu de forma abrupta. Até meados de 2015, homens acima dos 50 anos lideravam a procura, quase sempre em busca de cirurgias pontuais, como correção de pálpebras caídas ou redução da papada. A década seguinte trouxe uma inflexão. Primeiro, jovens passaram a adotar rotinas de cuidados com a pele. Depois da pandemia, a perda rápida de peso levou muitos deles a procurar a lipo HD, técnica que define o contorno corporal. Agora, em meio à popularização das canetas emagrecedoras, que acentuam flacidez e marcas faciais, a demanda masculina se tornou constante.

“Tenho recebido muitos jovens que emagrecem rapidamente e se queixam de flacidez facial”, relata a cirurgiã plástica Irene Daher, que atende em Botafogo. Entre esses pacientes está o professor de educação física e terapeuta holístico Matheus Jarddin, de 32 anos. Após perder dez quilos, ele recorreu ao bioestimulador de colágeno e ao preenchimento com ácido hialurônico em mandíbula, olheiras e bochechas. “Emagreci dez quilos e fiquei com o rosto chupado. Os procedimentos me deixaram com uma cara saudável”, afirma.

Os dados ajudam a dimensionar o fenômeno. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cerca de 30% do público atendido atualmente é masculino, proporção seis vezes maior do que a registrada há cinco anos. O crescimento não se limita ao país. Levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética aponta aumento de 95% nas intervenções cirúrgicas em homens entre 2018 e 2024. Em redes privadas, os números impressionam ainda mais. A clínica Rio Arte, com unidades em Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca, registrou expansão de 260% na procura masculina no último ano.

No Rio, a valorização do corpo encontra terreno fértil. São mais de 80 quilômetros de praias e uma cultura visual intensa, potencializada pelas redes sociais. Na Rio Arte, um dos procedimentos mais buscados é o hair glow, terapia regenerativa capilar voltada ao fortalecimento dos folículos e ao estímulo do crescimento dos fios. “Antigamente, o autocuidado masculino era alvo de julgamentos. Mas o conceito de wellness ganhou espaço e, agora, pessoas bem-sucedidas têm de estar bem com o corpo e a mente”, observa Saulo Reis, sócio-fundador da rede.

Menos trauma, mais discrição

O perfil masculino impõe ajustes às técnicas oferecidas. Em geral, esses pacientes toleram menos a dor e evitam tratamentos que deixem sinais visíveis por muitos dias. “Para não se afastar do trabalho, meus pacientes preferem procedimentos que provocam menos trauma, como o ultrassom microfocado, que melhora a tonicidade da pele”, explica a dermatologista Daniela Alvarenga, do Leblon. Segundo ela, a frequência de homens em seu consultório dobrou no último ano.

A influência da televisão também aparece nos relatos. No ar na novela Êta Mundo Melhor, da TV Globo, o ator Rainer Cadete, de 38 anos, diz que passou a usar filtro solar após um alerta do diretor Carlos Manga, ainda em 2008. “Adotei essa recomendação para a vida. Autocuidado para mim não é vaidade, é ferramenta de trabalho, já que as pessoas me veem em 4K”, comenta. Ele experimentou recentemente uma limpeza de pele com máscara clareadora. Outro cliente da rede, o ator Luis Salem, de 60 anos, concorda. “Descobri tardiamente, aos 53, a importância de cuidar da pele. Sou a favor de qualquer procedimento que possa melhorar a minha autoestima”.

Entre os mais jovens, o botox aparece como estratégia preventiva. O cabeleireiro Douglas Andrade, de 30 anos, iniciou as aplicações aos 25. “Notei uma linha de expressão na testa e, desde então, faço de forma preventiva, para não ficar com um vinco”, relata. Recentemente, ele também optou por preenchimento na mandíbula, em busca de um aspecto mais marcado. A dermatologista Andrea Canto de Mesquita, responsável pelos procedimentos, observa que homens acima dos 40 anos costumam pedir naturalização facial, técnica que reposiciona volumes sem alterar os traços.

O crescimento, porém, vem acompanhado de alertas. Para o antropólogo Lenin Pires, professor da Universidade Federal Fluminense, a pressão estética responde a interesses comerciais amplificados pelo audiovisual e pelas redes. Segundo ele, o desafio está em equilibrar desejo individual, saúde e expectativas sociais.

Procedimentos mais procurados por homens
Regeneração capilar; botox; preenchimentos faciais; bioestimuladores de colágeno; ultrassom microfocado; lipo HD e Ultra HD.

Fonte: Veja Rio
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/homem-recebendo-injecao-de-botox-na-testa_8403480.htm

26 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Vigilância Sanitária do DF atualiza regras para funcionamento de serviços de estética
Estética

Vigilância Sanitária do DF atualiza regras para funcionamento de serviços de estética

por Esteticare 10 de fevereiro de 2026
escrito por Esteticare

A Vigilância Sanitária do Distrito Federal, vinculada à Secretaria de Saúde do DF, publicou uma nova atualização das regras que tratam do licenciamento e do funcionamento de serviços de estética. A Instrução Normativa nº 01 foi divulgada no Diário Oficial do Distrito Federal nesta quarta-feira, 14, e estabelece requisitos sanitários para estabelecimentos que realizam procedimentos estéticos invasivos ou não, classificados como grau de risco II ou III.

O texto normativo se aplica aos serviços cuja classificação de risco é declarada pelo responsável legal do estabelecimento, conforme o tipo de procedimento oferecido ao público. A atualização amplia o olhar da fiscalização sanitária para além da estrutura física, incorporando critérios diretamente relacionados à segurança do paciente e à gestão dos riscos associados às práticas estéticas.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, a normativa representa uma mudança de abordagem. “Essa normativa traz um novo foco, incluindo a segurança do paciente. Com critérios baseados em risco potencial, atuamos como parceira da sociedade e dos profissionais qualificados, garantindo que a inovação tecnológica da estética ocorra de mãos dadas com a biossegurança e a ética”, afirma.

Graus de risco e critérios técnicos

Os procedimentos enquadrados como grau de risco II são considerados de risco médio e envolvem o uso de tecnologias mais complexas. Esse grupo exige ambientes controlados, adoção de protocolos específicos e a atuação de profissionais de saúde devidamente habilitados. A norma estabelece parâmetros mínimos de infraestrutura, organização dos fluxos de atendimento e controle sanitário para esse tipo de serviço.

Já os procedimentos classificados como grau de risco III são considerados de alto risco. Nessa categoria estão incluídas práticas invasivas, que envolvem rompimento da barreira da pele ou atuação em camadas mais profundas do corpo. Por esse motivo, os estabelecimentos precisam cumprir exigências mais rigorosas, como vistoria prévia da Vigilância Sanitária antes do início das atividades, além de controles mais detalhados sobre materiais, equipamentos e capacitação profissional.

De acordo com a gerente de Saúde da Vigilância Sanitária, Ana Paula Prudente, a instrução normativa não deve ser vista apenas como um instrumento de fiscalização. “É também uma orientação para que os próprios serviços adotem rotinas mais seguras, reduzam riscos e promovam a melhoria contínua da qualidade no atendimento, beneficiando diretamente os usuários”, destaca.

Atividades de baixo risco seguem norma anterior

Os serviços enquadrados como grau de risco I não foram alterados pela nova regulamentação. Esse grupo abrange procedimentos estéticos não invasivos, sem uso de substâncias injetáveis, geralmente realizados por profissionais da beleza, estetas e cosmetólogos. Essas atividades continuam regulamentadas pela Instrução Normativa nº 28/2021, que permanece em vigor para esse segmento.

A diferenciação entre os graus de risco busca tornar a regulação mais proporcional às práticas exercidas, evitando exigências excessivas para atividades de menor complexidade e, ao mesmo tempo, reforçando o controle sobre procedimentos com maior potencial de dano à saúde.

Documentação e penalidades previstas

Para obter ou manter o licenciamento sanitário, os estabelecimentos enquadrados nos graus de risco II e III devem apresentar uma série de documentos. Entre eles estão o plano de segurança do paciente, protocolos de atendimento para intercorrências clínicas, situações de urgência e emergência, além do projeto básico de arquitetura previamente aprovado pelos órgãos competentes.

Também é obrigatória a apresentação da relação nominal dos profissionais que atuam no local, acompanhada da comprovação de habilitação junto aos respectivos conselhos de classe. A medida busca assegurar que apenas profissionais qualificados executem procedimentos que envolvem riscos à integridade física dos pacientes.

O descumprimento das disposições previstas na Instrução Normativa nº 01 configura infração sanitária. Nesses casos, os responsáveis estão sujeitos às penalidades previstas na Lei Federal nº 6.437, de 1977, e na Lei Distrital nº 5.321, de 2014, que tratam das sanções aplicáveis às infrações à legislação sanitária.

A publicação da norma já está em vigor a partir da data de sua divulgação oficial, cabendo aos serviços de estética avaliar o enquadramento de suas atividades e adequar processos internos, documentos e rotinas operacionais, conforme o grau de risco declarado, para evitar sanções administrativas e garantir regularidade sanitária, conforme legislação vigente no Distrito Federal.

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-fazendo-procedimento-especial-para-melhorias-na-pele_14481074.htm

10 de fevereiro de 2026 0 comentário
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Turismo estético impulsiona a chegada de estrangeiros ao Brasil para cirurgias
Estética

Turismo estético impulsiona a chegada de estrangeiros ao Brasil para cirurgias

por Esteticare 28 de janeiro de 2026
escrito por Esteticare

O Brasil ampliou seu papel no cenário internacional da saúde estética e deixou de ser visto apenas como referência em procedimentos corporais. Nos últimos anos, o país passou a integrar o mapa do turismo médico global, atraindo estrangeiros que atravessam o mundo em busca de cirurgias plásticas realizadas com planejamento, segurança e acompanhamento estruturado. São Paulo concentra a maior parte desse fluxo e se consolidou como porta de entrada desse movimento.

O interesse internacional não se explica apenas por preços mais competitivos. Profissionais da área apontam que o fator decisivo é a previsibilidade do processo, somada à qualificação médica, à infraestrutura hospitalar e à experiência oferecida ao paciente do início ao fim. A presença de celebridades internacionais ajudou a dar visibilidade ao tema, mas o fenômeno é sustentado por um público recorrente, exigente e com critérios bem definidos.

Relevância do Brasil no mercado internacional

O país ocupa posição de destaque no cenário mundial da cirurgia plástica. Dados do setor indicam que entre 12% e 15% dos procedimentos estéticos realizados em território brasileiro envolvem pacientes estrangeiros. Esse percentual acompanha a expansão do turismo médico global, hoje estimado em mais de US$ 40 bilhões anuais.

Esse crescimento é resultado de um processo construído ao longo de décadas. O Brasil investiu na formação de cirurgiões reconhecidos internacionalmente, desenvolveu protocolos médicos avançados e consolidou uma abordagem estética que valoriza resultados funcionais e naturais. Essa combinação fortaleceu a reputação do país e ampliou sua atratividade no exterior.

Por que São Paulo lidera esse movimento

Embora outras cidades brasileiras também recebam pacientes internacionais, São Paulo reúne condições que a colocam à frente nesse mercado. A capital concentra hospitais de alta complexidade, centros cirúrgicos modernos, ampla conectividade aérea, rede hoteleira preparada para atender demandas médicas e equipes multidisciplinares habituadas a lidar com estrangeiros.

Esse conjunto garante previsibilidade, fator considerado essencial por quem decide realizar um procedimento fora do país de origem. A possibilidade de planejar consultas, exames, cirurgia e recuperação dentro de um cronograma claro reduz incertezas e aumenta a confiança do paciente.

Mudança no perfil do paciente estrangeiro

Segundo o cirurgião plástico Leandro Faustino, da Revion International Clinic, o comportamento desse público evoluiu nos últimos anos. “Hoje, o paciente internacional não compara apenas valores. Ele avalia segurança, logística, previsibilidade e acompanhamento em todas as etapas do processo”, afirma.

O procedimento isolado deixou de ser o centro da decisão. O paciente busca informações detalhadas sobre a equipe envolvida, o funcionamento do pré-operatório, o suporte disponível no pós-operatório, o acompanhamento emocional e a forma como são organizados os retornos médicos.

Cirurgia entendida como jornada planejada

Para quem vem de fora, a cirurgia é parte de um processo estruturado. Muitos pacientes iniciam o planejamento meses antes da viagem e permanecem mais tempo no Brasil após o procedimento para garantir uma recuperação adequada. “O paciente quer clareza sobre o processo inteiro, não apenas sobre o centro cirúrgico”, explica Faustino. “A experiência precisa ser organizada do início ao fim.”

Esse modelo inclui consultas online prévias, cronograma detalhado, comunicação em outros idiomas e acompanhamento contínuo mesmo após o retorno ao país de origem, o que reforça a sensação de segurança.

Procedimentos mais procurados

Entre os procedimentos que mais atraem estrangeiros estão a lipoaspiração de alta definição, cirurgias corporais combinadas, protocolos de contorno corporal e técnicas que priorizam resultados naturais. Há uma percepção consolidada de que o Brasil oferece um padrão estético próprio, mais harmônico e menos artificial. “Os resultados são vistos como mais naturais, respeitando o corpo e a identidade do paciente”, afirma Faustino.

Pós-operatório como diferencial competitivo

O acompanhamento após a cirurgia é um dos principais diferenciais apontados por pacientes internacionais. Para Faustino, esse cuidado vai além da técnica cirúrgica. “Tecnologia e precisão são fundamentais, mas a atenção ao impacto emocional influencia diretamente a recuperação e a satisfação do paciente”, explica.

Esse suporte envolve acompanhamento médico frequente, orientações claras sobre repouso e mobilidade, apoio emocional e canais de comunicação acessíveis para esclarecimento de dúvidas durante a recuperação.

Concierge médico e efeitos econômicos

O avanço do turismo estético impulsionou serviços de concierge médico, responsáveis por integrar toda a experiência do paciente estrangeiro. Esses serviços organizam traslado do aeroporto, hospedagem adequada ao pós-operatório, transporte para consultas, suporte logístico e acompanhamento durante toda a estadia. O modelo amplia o impacto econômico do setor e movimenta áreas como hotelaria, transporte e serviços personalizados.

Desafios do crescimento sustentável

A expansão do turismo estético também exige atenção à ética, à segurança e à padronização dos serviços. “O desafio é sustentar esse movimento com critérios claros e cuidado integral”, afirma Faustino.

Mais do que exportar técnica cirúrgica, o Brasil passou a exportar um modelo de cuidado que integra ciência, estética, hospitalidade e acompanhamento humano. Essa abordagem explica por que o país, especialmente São Paulo, se consolidou como um dos principais destinos globais da cirurgia estética responsável.

Fonte: Portal Terra
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-marcada-para-cirurgia-estetica_10322612.htm

28 de janeiro de 2026 0 comentário
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